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Vivências que me levaram ao primeiro livro: A Flor e a Lua


"Pri, de onde surgiu o seu livro?"


"Recebi tanto amor que senti que tinha chegado a hora de compartilhar." - Respondi

Eu não sei você, mas parece que aprendi que amor estava sempre ligado ao fato de me sentir amada e consequentemente vinculado a estar em um relacionamento amoroso.


Outro dia ouvi de uma mulher: "Estava em um curso de autoconhecimento com mais mulheres e ouvi muitas falando que não eram felizes solteiras."


Não estou aqui para entender de onde isso vem, muito menos achar culpados, afinal de contas isso não ajuda nem um pouco a gente mudar.


Fato é que isso também existia aqui!


Depois de terminar um relacionamento de mais de 10 anos, me vi perdida e me lembro de dizer para psicóloga: "Apesar da gente terminar super amigos e a mente saber que era essa a melhor decisão, sinto como se com ele tivesse ido um pedaço meu, uma sensação de que tem um buraco no meu peito."


E lembro dela dizer: "Chegou a hora de aprender a se amar, se preencher por dentro, se conectar com seu eu superior e entender que o amor que você procura fora, está dentro."


Sim, era tudo muito lindo, mas como?


Talvez em um pedaço da minha mente, eu já tivesse lido algo sobre aprender a me amar, prestar atenção nos meus pensamentos, me permitir sentir, parar de me criticar e me divertir no processo da vida, mas na prática eu não havia experimentado esse sentimento de verdade, não tinha ideia do que tudo isso significava.


Deus vai mandando os sinais. Era dezembro, estava sentada em frente ao computador pensando que gostaria de encontrar um retiro para passar a virada, coloquei no google e lá estava: Virada do AMOR - Makia.


Sem nem questionar eu sabia que era ali que tinha que estar.


Sabe quando você chega em um lugar, sem conhecer ninguém e se sente em casa? Esse sentimento era presente ali, me senti acolhida, pertencente, agradeci.


Me lembro de em roda chorar pelo buraco que estava ali no peito, e que precisava externalizar, e ouvir: "Você vai encontrar o amor, quando se permitir se amar."


Me amar, lá estava de novo o tal do amor próprio e alguém poderia me ensinar?


Acordei cedo, fui caminhar sozinha até a cachoeira, sentei ao lado do rio com meu caderno e só pedi para a natureza me mostrar o que estava pronta para olhar.


Ali presente comecei a observar, a água fluindo pelo caminho, as árvores balançando e deixando o ar fresco e agradável, e o sol aparecendo entre as copas fazendo brilhar todo aquele lugar. De repente passou a borboleta azul, e ao observá-la vi uma folha se desprender da árvore e seguir seu caminho pelo rio a fora.


Sem medo, sem se apegar, ela foi e partiu pro novo, parecia que ela estava pronta para aquilo que dizia ser o ciclo da vida.


Agradeci e vi minha mente se questionando: Será que isso seria o amor? Ninguém me ensinou a sentir tamanha gratidão simplesmente por estar aqui.


Comecei a aceitar que aquele lugar de paz, me fazia bem, queria mais, queria ir além.


Quando é que aprendi que precisava sempre correr e tudo querer controlar? Quando foi que aprendi a não aceitar o fato de ciclar?


Simbólico, dia 30 de dezembro, meu aniversário, fomos nadar no rio para a água limpar e deixar ir aquilo que não queríamos mais pro novo que estava a adentrar. Sai de lá e recebi minha menstruação, foi incrível, o corpo estava me falando que era hora de me abrir.

Benção das águas - Makia
Benção das águas - Makia

Aceitar a natureza que existe em mim e que por muito tempo aprendi a silenciar.

A mulher que intui, que sente, que fala, que cria, que age, que dança, que se diverte, que muda, que transforma, que acolhe, que floresce, que cicla.

A mulher que não aprendi a escutar.


Passei tanto tempo da vida querendo ser sempre igual, me sentindo exausta, me criticando quando errava e não me permitindo experimentar, mas naquele lugar cada um me ensinava como eu poderia me tratar.


Estávamos presentes, de coração aberto, ouvindo o que o outro tinha para falar, ninguém cortava ou estava ali pra julgar, criamos um ambiente seguro para expressar aquilo que o coração queria transbordar.


Me lembro do dia que a gente estava se despedindo e ouvi: "Posso te ajudar?", ele me perguntou quando me viu com a mala na mão antes de subir o primeiro degrau e de primeira respondi: "Não precisa, obrigada.", então ele me respondeu:


"Aceitar ajuda não significa ser mais ou ser menos. Curar o feminino em você também significa entender que você não precisa dar conta de tudo sozinha.",

entendi e estendi a mão para ele me ajudar, agradeci.


Curar o feminino em mim! Era isso que estava aprendendo e ninguém tinha me ensinado a fazer ou a amar. Todos temos dentro da gente o feminino e o masculino, e em algum momento da história ferimos, aprendemos a nos desconectar do nosso corpo, da natureza, dos nossos sentimentos, da vida.


Passamos mais tempo na razão e no fazer, do que nos permitindo sentir, intuir, ouvir, acolher, e simplesmente SER!


Sai de lá tão preenchida que entendi que precisava compartilhar.


Trecho do livro: A Flor e a Lua
Trecho do livro: A Flor e a Lua

Foi dai e de muitas outras experiências que vem me ajudando a curar o feminino que habita em mim, que surgiu A Flor e a Lua.


Venho aprendendo a sentir o coração expandir e ouvir o que ele tem para falar, quem sabe depois de ler essa história você também consiga sentir algo ai dentro que te faça lembrar do amor que existe em você simplesmente por SER quem você é.


O amor está nos detalhes, no dia a dia, na respiração que você acabou de puxar. Está no "oi, como você está?". Está na roupa que escolheu usar. Está no jeito que costuma se tratar e como escolhe se olhar. Está na pausa, no processo, e na vida. Está em sentir, ouvir, acolher, intuir e criar a vida que deseja viver. Na comida que escolheu comer, no carinho que escolheu se dar. Nas escolhas que faz e que sente seu coração vibrar.


Não, não somos perfeitos, e aprender a amar também está no fato de que não podemos tudo controlar e os sentimentos estão ai para falar.

E como a natureza, tudo está no seu devido lugar, já não precisamos mais querer apressar.


A Flor e a Lua está ai para te lembrar da beleza que existe em ser VOCÊ!


Você é ÚNICA e esse é o seu maior PODER!

 
 
 

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