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O que uma aprendi com o Lucas sobre coragem e autenticidade

Atualizado: 12 de out. de 2025

“Tia, eu gosto muito de cantar e de música, mas tenho vergonha de cantar perto das pessoas.”


“Você quer cantar uma música pra mim?”


“Quero, tia. Qual você quer que eu cante?”


“Pode escolher. Qual você gosta?”



Lucas, 7 anos, pensou por alguns segundos, respirou fundo e começou a cantar.

A melodia encheu o espaço e, no meio das vozes infantis, sua voz doce e corajosa me arrepiou.


"Ah, cansei de me esconder,

Agora vou brilhar, como nasci para fazer.

Ah, é a nossa hora, sem medos, sem mentiras.

É para isso que nascemos, você sabe que vamos ser,

vamos ser brilhantes."


Confesso que me emocionei.


Talvez o Lucas ainda nem saiba o bem que ele fez ao se permitir cantar.

Talvez nem imagine o quanto pode transformar o mundo se continuar se conectando com aquilo que faz sentido pra ele.


Mas eu sei.


Sentada ali, entre crianças e brincadeiras, ganhei um presente — daqueles que não se embrulham com papel colorido, mas que ficam pra sempre guardados dentro da gente.

Aquela letra me atravessou, me fez pensar em quantas vezes deixamos de ser quem realmente somos por medo de incomodar, errar, ou parecer "demais".


Será que, no fundo, a gente tem medo de brilhar?


Talvez essa ideia tenha se enraizado com o tempo — ouvindo que deveríamos ser discretos, que não podíamos errar, que precisávamos caber e nessa tentativa de agradar e se encaixar, muitas vezes, a gente se apaga.


Mas ver o Lucas cantando me lembrou de algo importante: Existe uma criança dentro de cada um de nós. Uma criança que sonha, que sente, que tem vontade de se expressar — mas que, por medo, muitas vezes se cala.


Depois que ele terminou, olhei nos seus olhos e disse:

"Cante, dance, escreva, pinte, desenhe, se movimente, converse, se aventure. Sua letra não é feia, seu desenho não é estranho. Sua arte é única e é isso que te faz especial. Assim como a sua voz."

E enquanto eu dizia isso pra ele, senti que estava dizendo pra mim também e talvez, pra você.


Algo dentro de mim quis protegê-lo, quis estar ali pra garantir que ele nunca mais duvidasse da sua luz, mas logo percebi: tudo o que ele me fez sentir, não era só sobre ele, era sobre mim, sobre nós.


Foi quando escutei um sussurro interno dizendo:

"Ei... você não precisa ser perfeita para começar, e nem saber tudo para tentar. Só escuta o que o seu coração está querendo te falar. Acredita, você está pronta para voar."

Não sei onde esse texto vai te tocar, mas se chegou até aqui, talvez seja o seu Lucas interior pedindo pra você lembrar da sua voz, da sua coragem, da sua luz.

Que a gente nunca esqueça da criança que fomos e que a gente nunca desista de realizar nossos sonhos.



 
 
 

©2026 por Priscila Carnelós. Orgulhosamente criado com Wix.com

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