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Como lidar com a indecisão: quando o medo de escolher paralisa a gente

Atualizado: 12 de out. de 2025

Você também sente dificuldade em escolher?


Outro dia, abri uma caixinha de perguntas no Instagram perguntando: "O que está acontecendo na sua vida agora que você gostaria de conversar?"


E uma das respostas que mais apareceram foi:

Indecisão. Medo de escolher. Dificuldade de tomar decisões.

Se esse tema também te toca, talvez esse texto seja pra você.


O que é indecisão, afinal?


Segundo uma definição que encontrei:

“A indecisão é a característica das pessoas que levam muito tempo para tomar uma decisão, independentemente do que seja.”

Pode ser algo simples — como escolher um prato num restaurante ou mais complexo — como mudar de emprego, encerrar um relacionamento, iniciar um projeto novo, mas o que acontece por dentro quando a gente se vê nesse lugar?


A mente complica, o corpo sabe


Já percebeu que, no fundo, o corpo sempre sabe o que quer? Mas a mente entra em cena com um milhão de “e se...”

"E se eu escolher isso e me arrepender depois?" "E se o outro caminho for melhor?"

É como se quiséssemos uma garantia de acerto, mesmo sabendo que ela não existe, e aí, ficamos paralisados — tentando prever tudo antes mesmo de dar o primeiro passo.



Decidir é arriscar e isso dá medo.


Pra mim, decidir sempre esteve acompanhado de um combo de dúvidas:

  • Será que vai dar certo?

  • E se eu não der conta?

  • E se for a escolha errada?


Isso acontece porque fomos ensinados que decidir é acertar, quando, na verdade, decidir é arriscar aprender.


A resposta está dentro (mesmo quando parece não estar)


Você já ouviu aquela história de jogar uma moeda pra tomar uma decisão? A resposta real não está no resultado — mas naquele instante em que a moeda está no ar e você torce por um lado.


Isso é o seu coração falando e muitas vezes, ele já sabe.


Mas por que é tão difícil ouvir o coração?


Talvez porque a gente aprendeu a buscar fora, a ouvir conselhos, seguir regras, agradar os outros.


"Faz o que é certo." "Não decepciona ninguém." "Escolhe o caminho mais seguro."

E nessa, esquecemos de nos escutar. Nos acostumamos a querer acertar, agradar e não decepcionar. Só que agradar o mundo todo costuma vir com o preço de se abandonar.


Um exemplo simples: escolher restaurante


Durante muito tempo, eu dizia:

"Escolhe você.""Pra mim tanto faz."

Até que percebi que não era sobre comida, era sobre medo de me posicionar, de ser julgada, ou até de fazer o outro se sentir desconfortável.


Essa consciência foi um marco. Comecei a dizer:

"Hoje eu tô com vontade de comida japonesa, e você?"

Parece simples, mas foi um baita exercício de autoafirmação e amor-próprio.


Quando o sentimento é o guia


Lembro de uma vez em que senti inveja de uma menina que foi fazer intercâmbio em Londres. A antiga eu teria julgado o sentimento, mas ali percebi:

"Se isso me incomoda, talvez seja um sonho meu adormecido."

E era. Descobri que aquele sentimento estava me conectando com algo que eu queria viver, mas achava impossível. Foi ali que comecei a construir o caminho que me levou a morar fora anos depois.


Decisão tem tudo a ver com sentir


Você sente o que o seu corpo diz quando pensa na opção A ou B?

O coração costuma falar pelos sentimentos.

Se tem leveza, se tem alegria, se tem vontade: talvez esse seja o caminho. Se tem nó na garganta, aperto no peito, cansaço: talvez seja um alerta.


Outro dia fui assistir à peça “Fé no Flow”, do Murilo Gun, e ele compartilhou algo que virou mantra pra mim:

KPI: Kade minha Paz Interna?

Sempre que tiver dúvida, pergunta pra si: “Essa escolha me aproxima ou me afasta da minha paz?" Simples, mas transformador.


Como aplicar isso no seu dia a dia?


Aqui vai um exercício simples que eu pratico (e que pode te ajudar também):

  1. Feche os olhos e respire fundo.

  2. Imagine que escolheu a opção A.

  3. Observe como se sente no corpo.

  4. Repita com a opção B.

  5. Compare: onde há mais leveza, expansão, alívio?


A intuição mora aí.


Escolher também é se escolher


Você não precisa acertar sempre. Nem vai, mas pode escolher com mais consciência, mais presença, mais gentileza com você mesma(o).


Indecisão faz parte, mas com prática, a gente vai criando coragem de confiar na voz que já sabe.


E você? Como lida com a indecisão aí dentro?


Me conta nos comentários — vou adorar saber como esse tema toca você.

 
 
 

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