Como lidar com a indecisão: quando o medo de escolher paralisa a gente
- Priscila Carnelos
- 9 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 12 de out. de 2025
Você também sente dificuldade em escolher?
Outro dia, abri uma caixinha de perguntas no Instagram perguntando: "O que está acontecendo na sua vida agora que você gostaria de conversar?"
E uma das respostas que mais apareceram foi:
Indecisão. Medo de escolher. Dificuldade de tomar decisões.
Se esse tema também te toca, talvez esse texto seja pra você.
O que é indecisão, afinal?
Segundo uma definição que encontrei:
“A indecisão é a característica das pessoas que levam muito tempo para tomar uma decisão, independentemente do que seja.”
Pode ser algo simples — como escolher um prato num restaurante ou mais complexo — como mudar de emprego, encerrar um relacionamento, iniciar um projeto novo, mas o que acontece por dentro quando a gente se vê nesse lugar?
A mente complica, o corpo sabe
Já percebeu que, no fundo, o corpo sempre sabe o que quer? Mas a mente entra em cena com um milhão de “e se...”
"E se eu escolher isso e me arrepender depois?" "E se o outro caminho for melhor?"
É como se quiséssemos uma garantia de acerto, mesmo sabendo que ela não existe, e aí, ficamos paralisados — tentando prever tudo antes mesmo de dar o primeiro passo.

Decidir é arriscar e isso dá medo.
Pra mim, decidir sempre esteve acompanhado de um combo de dúvidas:
Será que vai dar certo?
E se eu não der conta?
E se for a escolha errada?
Isso acontece porque fomos ensinados que decidir é acertar, quando, na verdade, decidir é arriscar aprender.
A resposta está dentro (mesmo quando parece não estar)
Você já ouviu aquela história de jogar uma moeda pra tomar uma decisão? A resposta real não está no resultado — mas naquele instante em que a moeda está no ar e você torce por um lado.
Isso é o seu coração falando e muitas vezes, ele já sabe.
Mas por que é tão difícil ouvir o coração?
Talvez porque a gente aprendeu a buscar fora, a ouvir conselhos, seguir regras, agradar os outros.
"Faz o que é certo." "Não decepciona ninguém." "Escolhe o caminho mais seguro."
E nessa, esquecemos de nos escutar. Nos acostumamos a querer acertar, agradar e não decepcionar. Só que agradar o mundo todo costuma vir com o preço de se abandonar.
Um exemplo simples: escolher restaurante
Durante muito tempo, eu dizia:
"Escolhe você.""Pra mim tanto faz."
Até que percebi que não era sobre comida, era sobre medo de me posicionar, de ser julgada, ou até de fazer o outro se sentir desconfortável.
Essa consciência foi um marco. Comecei a dizer:
"Hoje eu tô com vontade de comida japonesa, e você?"
Parece simples, mas foi um baita exercício de autoafirmação e amor-próprio.
Quando o sentimento é o guia
Lembro de uma vez em que senti inveja de uma menina que foi fazer intercâmbio em Londres. A antiga eu teria julgado o sentimento, mas ali percebi:
"Se isso me incomoda, talvez seja um sonho meu adormecido."
E era. Descobri que aquele sentimento estava me conectando com algo que eu queria viver, mas achava impossível. Foi ali que comecei a construir o caminho que me levou a morar fora anos depois.
Decisão tem tudo a ver com sentir
Você sente o que o seu corpo diz quando pensa na opção A ou B?
O coração costuma falar pelos sentimentos.
Se tem leveza, se tem alegria, se tem vontade: talvez esse seja o caminho. Se tem nó na garganta, aperto no peito, cansaço: talvez seja um alerta.
Outro dia fui assistir à peça “Fé no Flow”, do Murilo Gun, e ele compartilhou algo que virou mantra pra mim:
KPI: Kade minha Paz Interna?
Sempre que tiver dúvida, pergunta pra si: “Essa escolha me aproxima ou me afasta da minha paz?" Simples, mas transformador.
Como aplicar isso no seu dia a dia?
Aqui vai um exercício simples que eu pratico (e que pode te ajudar também):
Feche os olhos e respire fundo.
Imagine que escolheu a opção A.
Observe como se sente no corpo.
Repita com a opção B.
Compare: onde há mais leveza, expansão, alívio?
A intuição mora aí.
Escolher também é se escolher
Você não precisa acertar sempre. Nem vai, mas pode escolher com mais consciência, mais presença, mais gentileza com você mesma(o).
Indecisão faz parte, mas com prática, a gente vai criando coragem de confiar na voz que já sabe.
E você? Como lida com a indecisão aí dentro?
Me conta nos comentários — vou adorar saber como esse tema toca você.



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