Medo de mudar? O que está por trás da resistência ao novo
- Priscila Carnelos
- 2 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de out. de 2025
"Está com medo, Priscila?" - ela me perguntou. "Talvez, não sei dizer, só sei que gostaria de começar diferente."

Depois de conversar e ouvir essa pergunta, me questionei o que tudo aquilo estava querendo me mostrar. O novo, ele vem com cara, com sentimento, com frio na barriga, as vezes ele segura, gera resistência, estamos acostumados a viver de um jeito e o novo gera desconforto, gera questionamentos, "Será que devo?" "Por onde começar?" "Devemos treinar mais um pouquinho? O que vão pensar?". Percebo a dança acontecendo na minha frente. Ao abrir o instagram a mensagem que chama minha atenção diz: "É preciso curar o masculino ferido dentro da gente, para se sentir segura e sustentar a mudança que deseja, aceitar o poder de agir e realizar." Entendi o recado, o medo estava aqui, era o sentimento, o feminino pedindo para ser olhado, acolhido, ouvido, e já não podia mais ser evitado, jogado para baixo do tapete, ele gritou dizendo: "Ei, eu existo, e enquanto você não olhar para mim, você vai continuar resistindo e repetindo os padrões acreditando não ser suficiente." Lembrei da criança que existe em mim e que por muitas vezes silenciei, perguntei para ela como ela poderia se sentir segura para dar o próximo passo, ela me disse que aprendemos a nos esconder, criamos um muro para evitar sentir, percebemos que precisávamos ser fortes para seguir, e agora dava medo fazer diferente, se abrir, ser vulnerável, mas estava na hora de aceitar o novo que estava pedindo para entrar e deixar fluir, parar de querer controlar.
Dá medo confiar, a resistência aparece e a vejo através dos outros quando escuto ela falar: "Ela tá com medo de se abrir, foram muitos anos vivendo assim, está resistindo às mudanças porque tá com medo de sentir."
O novo dá medo, mas com ele também vem a pergunta: "como você quer estar daqui um ano? No mesmo lugar?" e a resposta foi mais rápida do que imediatamente: "Não, eu já sei onde quero estar e para isso é preciso começar."
Recomeçar, quantas vezes forem necessárias, mas não mais de um lugar que escolhe evitar os sentimentos, no processo eles vem para nos mostrar o que estamos prontos para olhar, curar e ressignificar.
A dança do feminino com o masculino dentro da gente, o balanço entre o sentir e o agir, a mente e o coração, o medo e a vontade de seguir, a eterna busca no equilibrio entre os opostos e aceitar quem somos para atrair.
Agradeço o medo por me mostrar que só estava querendo me proteger e a dor evitar, mas agora acolho e digo que estamos prontas para enfrentar e nossos sonhos realizar.
Como você lida com o medo por ai?!



Como é bom ler seus textos.
Nos Acolhe.
Nos Ajuda.
Nos permite refletir e fazer o movimento de uma forma leve e acolhedora.
Muito obrigada @Priscila Carnelos por compartilhar.