Siga seu coração
- Priscila Carnelos
- 10 de ago. de 2022
- 5 min de leitura
Atualizado: 20 de fev. de 2024
Qual foi a última decisão profissional que tomou, alinhada com o seu coração?
"Priscila, chegou a hora de você incentivar e ajudar através da sua escrita e do que você já sabe"
Esse foi o recado que recebi ontem, do meu coração, e por isso estou aqui!
Todos esses anos venho buscando maneiras de ajudar mais mulheres, de criar negócios, de empoderar, de tirar projetos do papel, aumentar autoconfiança, incentivar e juntar pessoas que passam pelas mesmas coisas.
Sentia que o blog faria parte da minha caminhada de alguma forma, mas algo me impedia de criar, me vinha na cabeça ideias de que para postar aqui eu precisava ainda de mais um curso, de mais uma ferramenta ou habilidade, mas não percebi que isso não era nada mais do que a minha crença de que "não sou boa o suficiente", junto com o medo de ser julgada por você ai do outro lado da tela.
Foi preciso um processo para chegar aqui hoje e escrever esse primeiro post para você.
O problema não é o verdadeiro problema.
Você já se sentiu travada profissionalmente com medo do que os outros vão pensar de você?
Por trás de um: minha vida não funciona, não tenho dinheiro, meu trabalho me estressa, existe uma #euempreendedora que tem vivido a vida de acordo com o que as outras pessoas lhe falaram que seria o correto.
Uma eu empreendedora com medo de mostrar o seu valor, de ser bem sucedida, de deixar sua luz brilhar, porque não se sente merecedora de tudo o que há de bom nesse universo.
Uma mulher que acredita não ser boa o suficiente, e vive correndo atrás de mais e mais serviço para mostrar que é capaz. Que se sobrecarrega por que não acredita que merece pausar e que é digna de um tempo de autocuidado.
Que acredita que trabalho é algo que não está conectado com a sua essência.
Mas nada disso é o verdadeiro problema, essas são apenas os sintomas.
A causa de tudo isso está na: - Falta de #amorpróprio de #autoestima!
A perfeição dos bebês
Você lembra como era perfeita quando era bebe?
Como dizia Louise Hay: "Os bebes não tem de fazer nada para se tornarem perfeitos, eles já são perfeitos e agem como se soubessem disso. Sabem que são o centro do Universo. Não têm medo de pedir o que querem e expressam livremente suas emoções. Qualquer um sabe quando um bebê está bravo, aliás, toda a vizinhança sabe. Também se sabe quando eles estão felizes, pois seus sorrisos são capazes de iluminar um quarto inteiro. Os bebês são cheios de amor."
Você era assim. Nós éramos todos assim. Então começamos a ouvir os adultos à nossa volta que haviam aprendido a ser medrosos e passamos a negar nossa própria magnificência.
E foi assim que aprendemos a escolher nossa profissão ou nosso rumo profissional, pelo o que falaram para gente!
Isso tende a nos afastar de quem realmente somos, gerando insegurança e baixa autoestima para trabalhar com aquilo que nos faz sentido e ouvir a voz do nosso coração.
Como mudar isso?
Aprendi que antes que possamos nos expressar distintivamente por intermédio do nosso trabalho, precisamos entender:
Que somos perfeitas com as nossas imperfeições. Saber e aceitar o nosso lado obscuro - a nossa sombra, faz parte do processo de nos aceitar como somos de verdade.
E que diferença isso faz? Quando a gente abraça o nosso lado bom e o lado que não gostamos tanto, a gente deixa de se importar com o julgamento alheio, deixa de fazer as coisas em busca de aprovação, e começamos a realizar seguindo o nosso coração, acreditando em nós mesmas!
Aprendemos a pegar em nossas mãos o poder e a responsabilidade das nossas ações. Aprendemos a nos tratar com amor.
Até nos aceitarmos é improvável que nossa excepcionalidade vocacional se revele através de nós, já que a vocação nada mais é do que um meio de levar uma vida produtiva e incomparável.
2. Que leva tempo romper velhos hábitos e padrões de comportamento. Concedemos a nós mesmos todo o tempo necessário para crescermos e verificarmos que as mudanças não acontecem da noite para o dia. É nos acolher durante a caminhada, como fazemos com o bebê que está aprendendo a andar.
Vivemos em mundo imediatista, queremos os resultados para amanhã, mas assim como existe um tempo para plantar uma semente e colher uma fruta, existe um tempo para mudarmos, para aprendermos, evoluirmos, e termos resultados profissionais. É importante acolher e respeitar o tempo de cada uma.
3. Que é saudável acolher o tempo como um amigo e trabalhar com ele. Em vez de desejarmos inutilmente passar por uma transformação mágica, crescemos em paciência pelas necessidades do nosso eu intimo, e aprendemos a nos tratar como se importássemos aos nosso próprios olhos.
O coração
É como se a gente precisasse (re)aprender a gostar de quem a gente realmente é, se conectar com a nossa verdadeira essência, aceitar nossos lados bons e ruins, nossas qualidades e fraquezas, para então entender o que viemos fazer nesse mundo e aceitar que a gente merece trabalhar com algo que nos faça sentido.
Foi bem isso que aconteceu comigo, sinto que foi um processo de cebola, que precisei acessar camadas e camadas até chegar no meu coração, até entender quem eu sou de verdade e aceitar que aquilo que eu "odiava" em mim, me ajudou a chegar até aqui. Isso foi me dando #confiança para me permitir experimentar novos rumos, me desafiar, e fazer o meu negócio fluir com muito mais facilidade.
É como se a gente fosse a Cinderela, em busca do sapatinho de cristal, ele é simplesmente perfeito no pé dela, não é?
E assim deveria ser o nosso trabalho, servir perfeito em cada uma de nós, nos fazer crescer, evoluir, e trazer para o mundo aquilo que a gente tem de melhor dentro da gente.
O que isso tem a ver com seguir o coração?
Seguir a voz do seu coração para tomar uma decisão profissional é:
- seguir a sua verdadeira essência,
- entrar em contato com a sua maior vontade,
- ter autoconfiança para bancar suas decisões, independente do que vão pensar,
- entregar o seu melhor todos os dias,
- trabalhar com prazer e compromisso por aquilo que faz,
- querer fazer dar certo,
- realizar seus sonhos.
Como fazer isso?
Pode parecer simples, mas sei o quanto isso é desafiador!
Primeiro porque não temos consciência de que é possível se conectar com nosso coração,
Segundo porque não temos a menor ideia do que precisa ser feito para chegarmos lá.
Por isso, resolvi trazer algumas práticas que podem te ajudar a entrar em contato com a sua verdadeira essência:
Se conecte com o momento presente. (observe sua respiração, faça uma atividade prestando atenção nela, ex: se estiver lavando louça, traga para consciência qual a temperatura da água, o cheiro do detergente, a textura do prato, e o barulho do esfregar da bucha)
Se permita sentir. (ex: pare alguns momentos do seu dia para reparar o que você está sentindo. Se você estiver muito agitada ou ansiosa é capaz de sentir os seus batimentos acelerarem, sentir um nó na boca do estômago e a cabeça cansada de tanto pensar.)
Pergunte-se: O que você gosta de fazer? O que faz com tanto naturalidade que não vê o tempo passar? Pelo o que as pessoas costumam te pedir ajuda? Pelo o que as pessoas costumam te elogiar?
Escute todos os dias esse áudio do tratamento de amor da Louise Hay.

Que linda!! Amei o texto e também o áudio. Parabéns pelo seu trabalho incrível, te desejo muito sucesso nessa jornada. Gratidão por nos ajudar sempre! Autoconhecimento, sem dúvida, é o melhor caminho para todas nós ;)